Tags

,

Médicos russos e cubanos que atenderam o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em junho do ano passado, avaliaram que ele tem entre um e dois anos de vida, segundo documentos vazados pelo WikiLeaks e publicados pelos jornais espanhóis “Público” e “El País”.

O WikiLeaks afirma ter tido acesso a milhões de supostos e-mails da Stratfor Global Intelligence, uma empresa privada de segurança e inteligência.

Chávez voltou a Cuba na sexta passada para tratar de uma nova “lesão” na zona onde tirou um tumor em junho passado.

Segundo mail vazado pelo WikiLeaks, médicos dizem que ele tem no máximo dois anos de vida.

Em correspondência eletrônica com data de 5 de dezembro e enviada a George Friedman, fundador da empresa, o funcionário Reva Bhalla fala de “uma fonte muito bem relacionada que trabalha com Israel” e que revela informações sobre a equipe médica russa a respeito do tratamento de Chávez.

Segundo o texto, os médicos russos davam menos de um ano de vida ao venezuelano. Os cubanos, dois.

Em artigo publicado no site Aporrea.org, intitulado “Lealdade ou traição”, o irmão de Chávez, Adán Chávez, instiga os defensores da revolução bolivariana a cumprirem o compromisso de luta, ainda que diante de novas e adversas circunstâncias. “Essa lealdade nos levará a ser os melhores soldados que irão para a grande batalha que começa desde já, onde, como disse nosso comandante Chávez: está em jogo nossa independência”.

Enquanto isso, o governo venezuelano anunciou novas quedas de preços de produtos como parte da Lei de Custos e Preços Justos, que entrará em vigor no dia 1 de abril. Depois que Chávez anunciou neste ano a queda do preço do desodorante, coube agora ao vice-presidente Elías Jaua anunciar a redução de outros produtos produtos de higiene e cuidados pessoais. A longa lista de 612 preços de produtos mais em conta inclui de creme dental (11% mais baixo) a papel higiênico (11% mais barato) e sabonete (24% menor). Críticos afirmam que a lei, que procura combater margens excessivas de ganhos, pode levar o país a enfrentar desabastecimentos.
Fonte: G1