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"Cidadãos não poderão cruzar as fronteiras da vida terrestre e adentrar o além", diz o decreto com a insólita proibição

O prefeito da cidade de Falciano Del Massico, Giulio Cesare Fava, assinou um decreto inédito para o município com cerca de 4.000 habitantes. A lei proíbe que os residentes morram, como indica o texto:

– Os cidadãos não poderão cruzar as fronteiras da vida terrestre e adentrar o além.

Fava alega que o cemitério da cidade está lotado e que não tem verba suficiente para construir outro. O município da cidade vizinha, Carinola, também está cheio.

O prefeito não divulgou como será feita a punição para o o decreto. Desde que ele anunciou a lei, dois idosos morreram.

Fava diz que pretendia provocar as autoridades do governo central e a prefeitura de Carinola, que não estaria colaborando ao abrir novas vagas no cemitério. Ele afirma que os moradores de Falciano Del Massico se divertiram muito com a medida.

– As pessoas na cidade estão fazendo abaixo-assinados e já tem dono de terra prometendo oferecer áreas para a prefeitura usar para construção de cemitérios.
Fonte: R7 

E não vamos muito longe, o Jusweek! pesquisou e achou caso semelhante no Brasil, na cidade de Biritiba-Mirim, no interior de São Paulo em 2005. Tem 28 mil habitantes e um problema: não tem mais onde enterrar quem morre.

“Quando tem um túmulo na família a gente enterra, quando não tem, fica difícil”, disse o coveiro.

No único cemitério, que já tem pouco mais de 100 anos, os túmulos estão colados uns aos outros. Até os corredores foram usados. Com a superlotação, a solução seria construir um outro. Seria…

A prefeitura tem um projeto para um novo cemitério na cidade, mas não consegue começar a obra. É 98% do município estão em área de proteção de mananciais, o que torna ilegal esse tipo de construção, segundo o Conama, o Conselho Nacional de Meio Ambiente.

O prefeito diz que não teve saída. O jeito foi proibir os moradores de morrer. “Como eles fazem uma lei sem vir no local, sem ver nossas necessidades e sem também propor pra gente qual o tempo você tem para adequar a cidade”, disse o então prefeito Roberto Pereira da Silva.

Na cidade, muitos não gostaram nada da idéia à época. Claro que o projeto, após votação, não seguiu adiante.