Tags

, , ,

Conhecido produtor da Hollywood, autor dos filmes “Titanic” e “Avatar”, distinguidos com os Oscar, conquistou também a fama de primeiro homem a descer sozinho ao ponto mais profundo do Oceano Mundial. Segunda-feira, 26 de março, Cameron esteve no fundo da fossa das Marianas

“A sensação de que por cima da cabeça está uma camada de água de onze quilómetros não é muito agradável. O menor defeito do submarino poderia levar a que o aparelho fosse esmagado num segundo. Devia apenas esperar que tudo fosse bem construído”,disse James Cameron ao voltar à superfície.

O produtor participou pessoalmente na projeção do submarino especial de 12 toneladas Deep Sea Challenger que foi ensaiado pela primeira vez há alguns dias, quando Cameron realizou um mergulho teste de 8200 metros na Papua-Nova Guiné, no mar de Salomão. Agora, o produtor desceu ao fundo da Depressão Challenger na Fossa das Marianas. Deste modo Cameron provou que tais mergulhos são possíveis, diz o vice-diretor do Instituto Nacional de Geologia e Recursos Minerais do Oceano Mundial, Gueorgui Tcherkachev:

“James Cameron não é cientista, mas é um entusiasta que gosta de participar em expedições arriscadas para estudar e popularizar investigações científicas. Para cientistas, este mergulho abre possibilidades de utilizar no futuro tais tecnologias, de trabalhar em tais profundidades e de observar tudo com os próprios olhos. Hoje já existem aparelhos que permitem efetuar experiências em tais profundidades sem a participação humana. A participação de pessoas dá com certeza vantagens adicionais, porque nada pode substituir olhos humanos”.

Anteriormente, as pessoas estiveram nesta profundidade pela primeira e única vez há mais de 50 anos. Em 1960, o tenente da Força Naval dos EUA, Don Walsh, e o oceanógrafo suíço, Jacques Piccard, visitaram a Depressão Challenger. Estiveram no fundo cerca de 20 minutos, mas não conseguiram ver muito devido a areia e lodo levantados pelo batiscafo. O aparelho de Cameron, para além de equipamentos de foto e vídeo, tem dispositivos que permitem colher amostras de solo, plantas e organismos vivos. Portanto, em resultado da expedição não apenas será feito um filme em formato 3D, mas também uma série de descobrimentos científicos, considera o professor da cátedra de ictiologia da faculdade de biologia da Universidade Estatal de Moscou, Aleksandr Kassumian:

“A Fossa das Marianas é o local mais profundo na Terra com as condições mais difíceis para a vida: baixas temperaturas, escuridão total e pressão colossal. Mas apesar disso, lá também há vida. Por enquanto não conhecemos com exatidão as formas que conseguiram sobreviver em tais condições e tal é muito interessante desde o ponto de vista da biologia geral. Quais são as condições a que podem adaptar-se e em que podem existir organismos vivos? Em geral, o oceano e as suas profundidades são talvez o local mais desconhecido no planeta. Poderemos encontrar ali ainda muitas surpresas”.

Na véspera do mergulho, o próprio Cameron não excluiu que nas profundidades escuras, ainda não dominadas pela nossa civilização, podem esconder-se extraterrestres. Não conhecemos por enquanto se for assim, mas as impressões obtidas a uma profundidade de 11 quilómetros podem fazer com que o conhecido cineasta tenha uma ideia de rodar um novo file fantástico à maneira do Avatar.
Fonte: VozdaRussia 

Anúncios