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A ONU resolveu, finalmente, tomar medidas contra o problema das receitas da criminalidade organizada. Apenas em 2009, as receitas da criminalidade internacional cifraram-se em 2,1 triliões de dólares, volume comparável ao PIB da Inglaterra

As fontes de receitas do mundo criminal são universalmente conhecidas: drogas, armas, tráfico de pessoas, extorsões, roubos, inclusive hackeando contas bancárias. Segundo os dados de Yuri Fedotov, chefe do Bureau da ONU de Luta contra Crimes Econômicos, apenas o tráfico de mulheres proporciona 32 mil milhões de dólares anualmente aos cabecilhas das redes criminosas. A população é sujeita também a roubos de outro modo – mais dissimulados. Segundo a ONU, só nos países em vias de desenvolvimento, a corrupção apreende à população até 40 mil milhões de dólares ao ano. A ONU limita-se ao papel de cronista de acontecimentos. Apresentamos a opinião do deputado da Duma de Estado, Boris Reznik, membro do Comité de Segurança e Contraposição à Corrupção:

“A meu ver, a ONU praticamente não tem quaisquer mecanismos de influência. Esta é uma missão dos Estados nacionais, que têm instrumentos de luta contra todas as manifestações de corrupção. Infelizmente, no nosso país, imitamos frequentemente a luta contra a corrupção”.

Frequentemente, diferentes países são envolvidos em esquemas de corrupção. Ao mesmo tempo, os países devem coordenar a sua atividade na luta contra a corrução, o que se faz muito mal. Todos sabem que existem clãs inteiros ligados pela corrupção. Existem na Itália, Espanha, Rússia e América. Mas não conheço, infelizmente,  grandes processos de denúncia e punição de mafiosos, continua Boris Reznik. Os corruptos, quando desmascarados, representam um certo perigo. Não é segredo para ninguém que os criminosos estão ligados a representantes do poder político que, por seu lado, receiam que os mafiosos comecem a falar demais no tribunal, revelando as suas relações.

A criminalidade tenta salvaguardar os meios obtidos ilegalmente em local seguro e distante do local do crime. Do mesmo modo procedem os ditadores que saqueiam a sua própria população. A diferença entre os primeiros e os segundos não é muito grande. A Suíça é um refúgio tradicional para pessoas suspeitas. Os seus banqueiros recebiam com igual agrado dinheiro e jóias de nazistas e hoje não se esquivam a milhões criminosos. Entretanto, banqueiros do Liechtenstein, Estados Unidos, Arábia Saudita e até da relativamente “bem comportada” Alemanha aceitam também capitais duvidosos. O dinheiro sujo passa de uma conta para outra até que a sua origem se confunda definitivamente.
Fonte: VozdaRussia

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