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O regime de Muammar Gadhafi financiou, de fato, a campanha eleitoral do presidente francês Nicolas Sarkozy, em 2007. Esta declaração de Baghdadi Ali Mahmudi, ex-primeiro-ministro da Líbia, atualmente numa prisão na Tunísia, foi divulgada hoje por seus advogados. Além disto, Mahmudi disse o montante – 50 milhões de euros.

Ontem, Mustafa Abdel Jalil, chefe do Conselho Nacional de Transição da Líbia, declarou que tudo indica que o documento confirmando o financiamento líbio, há cinco anos, da campanha eleitoral do atual presidente da França, é falso.

No entanto, Nicolas Sarkozy, criticou nesta quarta-feira, durante debate na televisão francesa, o apoio do Partido Socialista ao ex-diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn. O ex-chefe do fundo era favorito pela indicação do partido antes de se envolver em um escândalo sexual.

Em um combate verbal com seu adversário, o socialista François Hollande, o mandatário afirmou que “não aceitará lições de um partido político que quis apoiar Strauss-Kahn”.

“Não duvidava que o senhor fosse chegar a esse argumento, mas não fui eu quem nomeou Strauss-Kahn para estar à frente do FMI. O senhor deveria conhecer bem para designá-lo para essa função”, respondeu Hollande. Após a resposta do socialista, Sarkozy decidiu mudar de assunto.

No domingo (29), Hollande afirmou que Strauss-Kahn “não participa da campanha” para a eleição presidencial e “não tem motivo reaparecer” nela.

Hollande enfrentará o atual presidente Nicolas Sarkozy no segundo turno das eleições presidenciais no próximo domingo, 6 de maio.

Na noite de sábado (28), o ex-chefe do FMI apareceu em um bar parisiense em que o socialista Julien Dray festejava seu aniversário, o que levou dirigentes do Partido Socialista, como a ex-candidata à presidência Segolene Royal, a se retirar da comemoração.

Fora da corrida presidencial, Strauss-Kahn (ou DSK, como é conhecido pelos franceses), levantou uma polêmica no sábado ao ter declarações publicadas no jornal britânico “The Guardian atribuídas a ele.

“Não acreditava que iriam tão longe (…), não pensava que poderiam encontrar algo para me deter”, disse DSK em referência aos partidários de Sarkozy.

De acordo com o jornal, o ex-ministro socialista, cuja carreira política foi subitamente atingida pelo escândalo sexual do Sofitel de Nova York, acusou “os inimigos vinculados a Nicolas Sarkozy de terem sabotado sua candidatura” à presidência.

Aos 62 anos, Strauss-Kahn estava a ponto de se tornar o principal rival da esquerda de Sarkozy na disputa presidencial quando as denúncias de abuso por parte de Nafissatou Diallo, camareira de um hotel em Manhattan, mudaram sua vida e o levaram à prisão em Nova York em 14 de maio de 2011.

Pessoas próximas a DSK alegaram neste domingo que a entrevista publicada pelo “The Guardian” era uma “montagem” feita a partir de um livro que ainda não foi publicado.
Fonte: FolhaOnline

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