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“PR negro” em ação: detalhes íntimos da vida do atual presidente dos EUA apareceram na imprensa americana. A história de uma amante de Barack Obama, a australiana Genevieve Cook, foi publicada pela revista Vanity Fair. A “guerra de materiais comprometedores”, ultimamente, tem se tornado cada vez mais popular entre os participantes de batalhas eleitorais, é claro, não só nos Estados Unidos. Será que existem leis que restringem os “impulsos criativos” dos spin doctors?

“Frio e rijo” na vida, “delicado e gentil na cama”. É assim que caracteriza Barack Obama Genevieve Cook, quem o atual presidente dos Estados Unidos conheceu em Nova York em 1983. A revistaVanity Fair diz que suas revelações são excertos do livro a ser publicado por David Maraniss, Barack Obama: The Story.

Obama, para dizer a verdade, nunca escondeu ser uma pessoa amorosa. Mas tudo mudou, diz ele, quando em 1989 ele conheceu sua futura esposa, Michelle, com quem se casou em 1991. Por isso o artigo dificilmente causara graves danos à reputação de Obama, acredita o diretor do Instituto Internacional de Perícia Política Evgueni Minchenko.

“Essa história não causará grande mal a Obama porque o romance foi antes do casamento. Tão pouco houve desonestidade ou mentira, que são as acusações principais para políticos norte-americanos. Lembre-se que na história de Clinton o problema principal a não foi ele ter tido relações sexuais com uma estagiária da Casa Branca, mas o fato de ele ter mentido sob juramento.”

Batalhas muito mais sérias estão decorrendo no campo dos adversários de Obama na corrida presidencial – o dos republicanos. Camaradas de partido não se cansam de comprometer uns aos outros na esperança de se livrarem dos companheiros difíceis. O primeiro a deixar a corrida presidencial foi o veterano da cena política Newt Gingrich, um dos iniciadores do impeachment de Bill Clinton depois da história com Monica Lewinsky. Mais tarde, o próprio Gingrich, na altura já casado pela segunda vez, também foi apanhado em um romance com uma estagiária.

A campanha do principal adversário de Obama nas eleições, Mitt Romney, é particularmente ativa. O escandaloso “vazamento” de sujeira sobre o companheiro de partido Herman Cain foi apenas um dos grandes exemplos. Foram expostas suas numerosas infidelidades, e ele foi forçado a retirar a sua candidatura. Mas Romney nem por isso conseguiu evitar um golpe sensível. O escândalo sobre a demissão de sua campanha de Richard Grenell, abertamente gay, só está começando. Ele foi demitido depois de uma campanha de críticas lançada pelos mesmos “companheiros de partido” – os conservadores cristãos. Agora, Romney se encontrou entre dois fogos: os conservadores, talvez, se acalmem, mas devemos esperar um forte ataque da parte dos defensores do amor entre pessoas do mesmo sexo.

Do outro lado do oceano as paixões não são menos fortes. A imprensa francesa, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, aprecia as ações questionáveis de Nicolas Sarkozy. Apareceu tudo: a história do filho de Muammar Ghadafi que alegadamente financiou a primeira campanha eleitoral do presidente francês, e negócios de armas também. E se isso é verdadeiro ou falso já não importa, nota o vice-presidente do Centro de Tecnologias Políticas Serguei Mikheyev.

“Alguma informação é lançada e promovida ao máximo. E depois, mesmo sue você conseguir desmentí-la, isso já não interessa ninguém. Mesmo se você ganhar o seu caso em tribunal, e uma refutação ser publicada depois, isso já não poderá desfazer por completo o efeito negativo.”

O “PR negro” apareceu na aurora da humanidade, logo que os governantes se envolveram em jogos políticos. E, infelizmente, não existem limitações para tais armas, diz o chefe da agência de inteligência R-techno Andrei Masalovich.

“O “PR” negro tem apenas uma restrição, como uma guerra nuclear: você pode não deixar pedra sobre pedra, mas deve sempre estar preparado para uma retribuição do inimigo. Por isso, as ferramentas de tal “PR negro” estratégico são usadas em doses pequenas. Mas por lei não existem sérios obstáculos para denegrir concorrentes.

”Segundo peritos, a calúnia sobre adversários é uma parte obrigatória do PR. Se usam falsos atentados de assassinato, adultérios, negócios questionáveis. De acordo com analistas, a taxa de publicidade política negativa muitas vezes chega a 70 por cento da campanha total. E o antídoto para tal trabalho criativo, infelizmente, ninguém ainda inventou até hoje.
Fonte: VozdaRussia

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