Se você e uma barata fizerem as árvores genealógicas de vocês, vão chegar a um antepassado comum, um indivíduo que você e ela podem chamar de avô. Um indivíduo mais parecido com uma barata do que com os seus pais, mas ainda assim ancestral direto tanto seu quanto dela.

Esse sujeito viveu há mais ou menos 500 milhões de anos. Indo um pouco mais para trás nessa árvore genealógica aparece nosso ancestral comum com as bactérias. Ou seja: do ponto de vista da “criação” não somos mais especiais do que os nossos parasitas. Foi o que Darwin concluiu. Ao destruir o mito de que o homem é o centro da criação, ele tornou a ideia da existência de Deus menos necessária. De quebra, desvendou boa parte do sentido da vida. E provavelmente do Universo. É o que você vai ver daqui uns 15 minutos de texto. Mas antes vamos à história do Adão da vida real, o ancestral de todas as coisas vivas, e que brotou da lama.

Bom, antes de brotar da lama ele vivia em algum lugar. Esse Adão provavelmente era uma molécula de carbono que se formou antes de o Sol ter surgido, dentro da fornalha nuclear de alguma outra estrela. Essa outra estrela morreu em algum ponto da história do Universo. Quando uma estrela morre, ela geralmente explode, liberando no espaço os átomos que nasceram lá dentro. Inclusive os de carbono, que formam a base do seu corpo agora. Soltos no vácuo, alguns desses átomos de carbono se juntaram em cadeias, formando moléculas. E quando a Terra nasceu, no mesmo quiprocó espacial que deu origem ao Sol, há 4,5 bilhões de anos, algumas dessas moléculas vieram parar na nossa superfície.

Uma superfície conturbada. A infância da Terra foi traumática, infestada por vulcões e impactos contínuos de asteroides. Numa dessas explosões épicas, bateu aqui um astro do tamanho de Marte. A explosão foi tão violenta que o maior resquício dela continua bem aqui sobre as nossas cabeças: toneladas de rocha que um dia foram parte da superfície da Terra, aglomeradas numa bola flutuante que a gente chama de “Lua”. Outros impactos foram mais produtivos: caso das bilhões de pancadas com cometas. A melhor definição para um cometa talvez seja “asteroide de gelo”. E foi do gelo deles que veio toda a água da Terra.

Na infância do planeta, o gelo dos cometas foi criando um lamaçal (que depois viraria o mar). E nesse híbrido de sertão e mar algumas daquelas moléculas de carbono encontraram um porto seguro. O lodo era um ambiente propício para que elas se juntassem, formando cadeias cada vez mais longas e complexas. Uma hora, como quem não quer nada, apareceu um estranho nesse ninho molecular. Um acidente da natureza. Era uma molécula de carbono capaz de se replicar, de sugar matéria do ambiente e usar como matéria-prima para produzir cópias dela mesma. Motivo? Nenhum: ela fazia réplicas por fazer e pronto. Vai entender.

Essa aparição foi algo tão improvável quanto se esta tela comesse seus dedos agora e, a partir dos átomos da sua carne, pele e ossos, construísse uma cópia dela mesma. Improvável, mas foi exatamente o que aconteceu naquele dia.

E não havia nada ali para conter o apetite da molécula devoradora. Ainda mais porque arranjar matéria-prima, ou seja, “comida”, nesse caldo primitivo era fácil: bastava “pescar” nutrientes na água. Assim a molécula primordial cresceu e se multiplicou. Mas tinha um problema: nem sempre as réplicas saíam perfeitas. Às vezes acontecia um erro de cópia aqui, outro ali. Surgiam aberrações. “Um livro e tanto escreveria o capelão do Diabo sobre os trabalhos desastrados, esbanjadores, ineficientes e terrivelmente cruéis da natureza!”, escreveria Darwin sobre esse processo bilhões de anos depois.

Esses erros aconteciam bem de vez em quando: um a cada milhão de réplicas. Mas tempo é o que não falta nesse mundo. Então eles foram se acumulando mais e mais. Só que alguns não davam em aberrações. Muito pelo contrário. Algumas réplicas nasciam com uma mutação que as fazia se multiplicar mais em menos tempo. E não demorou para essas mutantes mais férteis dominarem o mar. Só isso já é um tipo de seleção natural. Mas a regra de Darwin só deu as caras para valer quando aconteceu o inevitável: o mundo ficou pequeno para tantos replicadores. Com a superpopulação, os ingredientes de que eles precisavam para fazer suas cópias rarearam. Era a primeira crise de fome no planeta.

A saída? Ir para a briga. Mas estamos falando de moléculas, que não têm lá muito poder de decisão. Foi aí que provavelmente surgiu uma mutação inédita, que permitia a algumas moléculas comer outros replicadores. Assim elas conseguiam eficiência total: arranjavam almoço e eliminavam rivais ao mesmo tempo. Mas o domínio não duraria para sempre. Com o tempo surgiram mutantes com capa protetora natural. Com essa armadura, dava para comer os rivais sem o risco de ser comido. Nasciam as primeiras células do mundo. “Os replicadores deixavam de meramente existir e começavam a fazer contêineres para eles, veículos para que pudessem continuar vivos. Os que sobreviveram foram os que construíram ‘máquinas de sobrevivência’ para si”, escreveu o mais notório dos neodarwinistas,Richard Dawkins.

Não demorou para virem células mutantes ainda mais terríveis contra as rivais. Elas tinham o poder de juntar forças com outras células e atacar unidas. E de fazer cópias de si mesmas numa tacada só, como se todas fossem uma única molécula. Surgiam os primeiros seres multicelulares.

E eles ficaram cada vez mais complexos: suas células passaram a assumir funções distintas para operar sua máquina de sobrevivência. Faziam como soldados num tanque de guerra: umas ficavam a cargo da locomoção, na forma de nadadeiras; outras, dos “satélites” para encontrar comida (visão, olfato).

E o progresso nunca parou. Tanto que hoje boa parte dos replicadores vive em “robôs” imensos, feitos de milhares de trilhões de células. Agora chamamos os replicadores de “genes”, e eles estão dentro de nós. Somos sua máquina de sobrevivência.

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Genes mutantes e as pressões da seleção natural fizeram essa obra esplêndida que você vê no espelho todas as manhãs. Mas uma coisa não mudou desde os tempos da primeira molécula replicadora – aquele objetivo irracional: tudo o que os genes querem são fazer cópias de si mesmos. Foi para isso que eles criaram nosso corpo e nossa mente. E agora comandam a gente lá de dentro, por controle remoto, para que trabalhemos em nome da preservação deles. A razão da sua existência? Lutar para que os seus genes façam cópias deles mesmos do melhor jeito possível.

Esse egoísmo dos genes é uma das chaves para descobrir como a nossa mente funciona. O próprio Darwin tinha escrito, no final de A Origem das Espécies: “Agora a psicologia se assentará sobre um novo alicerce”. Demorou, mas aconteceu. Uma nova ciência da mente ganhou terreno no final do século 20. Foi a psicologia evolucionista, que usa Darwin e a mecânica dos genes para entender o que se passa aí dentro da sua cabeça.

Premissa número 1 dessa ciência: a mente já nasce quase pronta. Ela não é uma folha em branco, em que qualquer coisa pode ser “escrita”, como muitos filósofos e cientistas sociais defendem. Do ponto de vista da psicologia evolucionista, não faz sentido dizer que a cultura molda o nosso comportamento. Ela afirma que sua mente foi forjada ao longo de toda a evolução. E que você vem ao mundo com todos os “softwares” instalados no “hardware” da sua cabeça. Seus desejos, sua personalidade e tudo o mais dependem desses programas mentais. Nossa margem de manobra é pequena. E tem outra: a mente humana ganhou os soft­wares que tem hoje nos últimos 200 000 anos, quando nossa espécie, o Homo sapiens, veio ao mundo. Passamos 97% desse tempo em bandos nômades, que viviam da caça e da coleta. Nossa mente, então, não passa de uma ferramenta da Idade da Pedra tentando se virar num mundo que não existe mais. Do ponto de vista dos nossos genes, ainda estamos no Paleolítico, uma época sem faculdade, carreira, dinheiro ou anticoncepcionais. Uma época em que só duas coisas realmente contavam: sexo e violência. No próximo bloco.

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Se ainda sobrou alguma coisa que você queria saber sobre sexo, mas não tinha coragem de perguntar, talvez a resposta dos evolucionistas sirva: ele é a forma que os genes arrumaram para melhorar as defesas da sua máquina de sobrevivência. Por exemplo: se você tem um sistema imunológico que não sabe se defender de algum vírus, e tudo o que você sabe fazer para se reproduzir são cópias de si mesmo, como aquelas primeiras células, seus rebentos vão ter esse problema. E o clã inteiro vai mor-rer no caso de um ataque.

Agora, se você combina seus genes com o de um ser imune ao tal vírus, a história é outra: teo-ricamente, só uma parte do clã morreria. E o resto continuaria passando seus genes adiante como se nada tivesse acontecido.

Ao criar esse tipo inovador de reprodução, a seleção natural tratou de dividir o trabalho entre dois tipos de fun­cionários especializados. Um teria a função de tentar pôr seus genes em qualquer máquina de sobrevivência que cruzasse seu caminho. O outro selecionaria entre esses primeiros quais têm os melhores genes para compartilhar e cuidaria da cria que os dois tivessem juntos. Em outras palavras, o mundo se dividia entre machos e fêmeas (em algumas espécies, os papéis se invertem: os filhotes ficam a cargo dos machos, então eles é que são os mais paquerados).

Enfim, ao ganhar o poder de decidir quais machos terão filhos e quais ficarão na prateleira, as fêmeas assumiram o controle da evolução na maioria das espécies. E, para a psicologia evolutiva, é isso que determina aquilo que mais importa na vida: a propagação dos nossos genes, coisa também conhecida como vida afetiva e sexual.

O sexo, hoje, tem pouca relação com o ato de fazer filhos. Você sabe. Nenhum adolescente pensa em engravidar 10 meninas quando vai viajar para o Carnaval. Mas os genes dele não fazem idéia de que existem camisinhas e tudo o mais, então deixam o rapaz com vontade de transar com 10 garotas e pronto. Se tudo der certo, esses genes poderão instalar-se no útero de um monte de meninas e construir um monte de bebês (várias máquinas de sobrevivência novinhas!).

Do ponto de vista das fêmeas a história é outra: transar com 10 sujeitos num feriado não vai “render” 10 filhos para os genes dela se instalarem. Vai dar é uma baita dor de cabeça. Os contraceptivos poderiam deixá-las livres para fazer sexo só pelo prazer com um monte de seres do sexo oposto, como qualquer homem faz (ou tenta fazer). Mas não. O cérebro delas evoluiu para selecionar os melhores parceiros, ter poucos (e bons) filhos, não para tentar a sorte com qualquer um. Sem falar que, do tempo dos nossos ancestrais caçadores-coletores até o século 20, sexo casual para elas era correr o risco de acabar com um bebê indesejado. Aí não tem ideologia liberal nem pílula que dê conta de superar esse “trauma” evolutivo.

Psicólogos da Universidade Stanford checaram isso com uma experiência simples. Contrataram homens e mulheres atraentes para abordar estudantes e dizer: “Você gostaria de ir para a cama comigo hoje?” Nenhuma mulher aceitou. Já as garotas tiveram resultados melhores: 75% dos homens toparam no ato. Dos 25% restantes, a maioria pediu desculpas, explicando que tinha marcado de sair com a namorada. Pois é: do ponto de vista da seleção natural, uma bela fêmea disponível é um bem valioso demais para ser desperdiçado. Nenhum homem se surpreende com isso (o pessoal da obra não está só brincando quando diz “ô, lá em casa!”), mas para as mulheres a verdade da psicologia evolucionista pode soar assustadora: “O desejo de variedade sexual nos homens é insaciável. Quanto maior for o número de mulheres com quem um homem tiver relações, mais filhos ele terá [pelo menos é o que os genes ´pensam´]. Então demais nunca é o bastante”, escreveu outro guru do neodarwinismo, o psicólogo Steven Pinker, da Universidade Harvard, nos EUA.

Esse apetite todo também ajuda a explicar as raízes de outro comportamento ancestral: a violência. Os despojos de guerra mais comuns nos conflitos tribais sempre foram as mulheres. Não é à toa que uma das lendas sobre a fundação de Roma, que aconteceu no século 8 a.C., celebra o dia em que os primeiros romanos atacaram uma tribo vizinha, a dos sabinos, e raptaram as mulheres deles para começar sua civilização. Não dá para dizer que não deu certo.

E esse é o ponto: às vezes a violência é, sim, o melhor jeito de conseguir alguma coisa. Então não há mistério para a psicologia evolucionista: como a violência funcionou ao longo da história, está impregnada nos nossos genes. “Os bebês só não matam uns aos outros porque não lhes damos acesso a facas e revólveres”, disse o pediatra e psicólogo Richard Tremblay, da Universidade de Montreal, em uma entrevista à revista americana Science. A grande questão, ele completa, não é como as crianças aprendem a agredir, mas como elas aprendem a não fazer isso.

Intrigante, mas o psicólogo evolucionista Eduardo Ottoni, da USP, tem a resposta na ponta da língua: “A coisa mais complicada na vida de um primata é a capacidade de se virar em sociedades complexas. E se dar bem socialmente não é dar bifa em todo mundo”. Então nada melhor que um pouco de altruísmo com alguns para ficar bonito na foto. Os morcegos que o digam: entre as espécies que se alimentam de sangue, a vida não é fácil. Nem sempre dá para voltar pra caverna com o almoço na barriga. Mas os que conseguiram sangue durante o dia dão uma força aos malsucedidos, oferecendo a eles o sangue que sobrou na boca. Mas não tem conversa: quem não retribuir a oferta quando a situação for inversa fica com a reputação manchada e é banido do almoço grátis.

Mas em alguns casos somos altruístas sem querer nada em troca, nem inconscientemente. Isso acontece quando o assunto é a sua família. E é aí que fica mais clara a forma como os genes nos dominam.

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Você é uma máquina de sobrevivência dos seus genes, que o usam para se reproduzir. Ok. Mas o que aconteceria se esses genes tivessem construído um cérebro capaz de detectar cópias deles em outro corpo? O seguinte: eles também lutariam pela sobrevivência desse corpo. Fariam você se sentir aliviado com bem-estar dele.

O fato é que os genes construíram esse sistema de detecção. Todos os cérebros têm isso em algum grau. E o altruísmo puro é exatamente o que acontece quando dois animais são parentes próximos.

Existe uma chance em duas de que qualquer um dos seus genes esteja no seu irmão ou no seu filho. E 1 em 8 de que esteja em um primo. Sendo assim, o que o neodarwinismo diz é: você não “ama” seus filhos e irmãos. São seus genes que vêem neles maneiras de se perpetuar. E é por isso que você os ajuda. O geneticista John Haldane (1892-1964), um dos pioneiros do neodarwinismo, quis deixar isso claro quando lhe perguntaram se ele daria a vida por um irmão. A resposta: “Não. Mas daria por 2 irmãos ou 8 primos”.

O mesmo vale para quando nos apaixonamos. Se você ama alguém, quer ter filhos com essa pessoa, quer colocar seus replicadores ali e se esfolar para cuidar dos rebentos. Aí, para o futuro dos genes, sua vida só faz sentido se aquela pessoa existir. E o sentimento é tão poderoso que parece eterno enquanto dura.

Outra coisa que determina a hierarquia entre parentes é a expectativa de que eles se reproduzam. Daí os pais se sacrificarem mais pelos filhos do que os filhos pelos pais. Responda rápido: se você tivesse que decidir entre a morte de 20 estranhos e a vida do seu filho, ficaria com qual opção? Ou melhor: existe algum número de pessoas que valha a vida de um filho? Para a psicologia evolucionista, não. Para o Zé Mané do boteco e a dona Cleide da quitanda também não. O egoísmo dos genes aí dentro é maior do que tudo o que tem do lado de fora.

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Falando em lado de fora, e o lado de fora? A evolução seria um fenômeno circunscrito à vida na Terra ou algo universal, como as leis da física? O físico Lee Smolin, do Perimeter Institute, no Canadá, fica com a opção 2.

Smolin mandou as regras de Darwin para o espaço. Literalmente: criou uma teo­ria que aplica a seleção natural ao Universo inteiro. E foi além. Para ele (e outros físicos), nosso Universo é só mais um entre bilhões e bilhões. Todos juntos num Cosmos imensurável que podemos chamar de Multiverso. Nesse cenário, os universos são os indivíduos, os replicadores. Cada um lutando para fazer mais e mais cópias de si mesmo.

Bom, este Universo aqui começou quando toda matéria, tempo e espaço que conhecemos estavam espremidos em algo infinitamente pequeno. Esse pontinho explodiu no “dia” do Big Bang, há 13,7 bilhões de anos, e agora estamos aqui. A explosão que deu origem ao Universo, por sinal, aconteceu bem aí, no lugar onde você está agora. É um fato: no momento do Big Bang todos os lugares estavam no mesmo lugar, ocupando um espaço bem menor que o pingo deste “i”. O nosso Universo continua sendo só essa parte interna do Big Bang.

Mas tem uma coisa: existem alguns lugares no Universo em que tudo também está espremido em espaços menores que um pingo de “i” agora mesmo. São os buracos negros, que sugam tudo o que está à volta deles, inclusive o tempo e o espaço. Por isso, Smolin imagina que dentro de cada buraco negro há um Big Bang acontecendo. E os buracos seriam como “gametas” cósmicos: dariam à luz novos universos, parecidos com o “pai”. Smolin considera, então, que as “espécies” mais bem-sucedidas no Multiverso são justamente as que produzem mais buracos negros – a “prole” delas vai ser seguramente maior.

Lembre-se que buracos negros são estrelas mortas. E daí? Daí que, quanto maior for o número de estrelas, maior vai ser o de “gametas”. Mais: as nuvens de matéria onde as estrelas nascem, como as da foto aqui em cima, precisam ser bem frias (por motivos que só daria para explicar com uns 2 mil caracteres sobre física molecular – melhor pular). Bom, e sabe que tipo de coisa é o que há de melhor para esfriar essas nuvens cósmicas? Moléculas de carbono. Elas mesmas, as que deram o pontapé inicial na vida por aqui. Quanto mais delas houver por aí, mais “filhos” um Universo vai gerar.

Então nós, os descendentes dessas moléculas, podemos ser um mero subproduto da verdadeira seleção natural, a do Cosmos. Parece desolador, mas, se for isso mesmo, os habitantes deste planeta podem se orgulhar de saber que as leis de Darwin governam tudo isso.

Ou até mais do que isso. Baruch Spinoza, um filósofo holandês do século 17, defendia que Deus e Universo são só dois nomes para uma coisa só; que o Criador não é exatamente um criador, mas a grande regra que move o Cosmos. Se você gosta desse ponto de vista (Einstein gostava) pode imaginar tranquilamente: Darwin não matou Deus. Só descobriu onde ele realmente está.
Fonte: SUPER

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