Muitas vezes, ao decidir fazer uma compra online, o consumidor encontra varias opções de pagamento. Uma das alternativas pode ser utilizar empresas facilitadoras de pagamento, ou seja, aquelas que fazem a intermediação entre o fornecedor e o comprador. Mas no caso de algum problema, será que haverá a ajuda prometida?

No Ranking semestral do Procon, divulgado em julho, foi possível constatar que as empresas que oferecem esse tipo de serviço têm apresentado um crescimento de reclamações, porém o índice de solução é baixo, o que pode indicar estrutura inadequada.

Desta forma, antes de efetuar qualquer transação é importante avaliar as possibilidades de pagamento. Evite comprar em sites que disponibilizam como forma de pagamento apenas boleto e/ou depósito em conta corrente de pessoa física. Faça uma pesquisa junto a amigos que já tenham utilizado esse serviço, bem como nas redes sociais, onde hoje em dia as pessoas costumam postar suas insatisfações acerca de produtos e serviços.

Outra dica antes de comprar pela internet, é consultar a lista de sites não recomendados, disponibilizada pelo Procon-SP. Esses sites possuem irregularidades na prática do comércio eletrônico, principalmente por falta de entrega do produtos adquiridos pelo consumidor. Esses fornecedores não são localizados, nem mesmo através de rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil, o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor.

Também é importante desconfiar de preços que estão”milagrosamente” bem abaixo do mercado.

Akatus, PagSeguro e MercadoPago lideram queixas

Ranking divulgado pelo Procon-SP sobre o setor de empresas de pagamento online mostra que as empresas Akatus, PagSeguro e MercadoPago são as que mais geram insatisfação do consumidor.O maior número de reclamações está associado à entrega dos produtos, pois esses fornecedores mantêm  como parceiros comerciais sites que não cumprem a oferta (não entregam, entregam produtos fora do prazo informado ao consumidor, diferentes do pedido e com problemas).

O Procon-SP ressalta que a responsabilidade no caso de um eventual transtorno é tanto da loja, quanto da intermediadora, que geralmente promete a resolução dos problemas, e inclusive a devolução do valor pago. Entretanto, o que acontece é um “jogo de empurra” entre as duas partes, e o maior prejudicado é o consumidor.

Fonte: Idec