Santo Ivo nasceu na baixa Bretanha-Francesa, no século XIII (ano de 1253), fez de sua profissão, a advocacia, uma missão de santidade, defendeu a Verdade e a Justiça em nome das causas dos pobres.

Aos 14 anos, iniciou em Paris cursos de filosofia, teologia, direito civil e direito canônico.

Posteriormente, foi nomeado juiz eclesiástico da diocese de Rennes, naquela época as causas tendenciosas – secretas – eram julgadas pela Igreja, a través dos chamados “Tribunais do Santo Ofício”.

Certa vez um biógrafo escreveu: “Todos os demais títulos de Santo Ivo empalidecem diante de seu renome de magistrado íntegro e de sua fama de advogado. Por isso, os homens da lei de todos os países do mundo civilizado o adotaram como padroeiro e o veneram como modelo. Cada vez que, Santo Ivo, pressentia uma injustiça, seu coração se inflamava e sua palavra se tornava candante. Nenhum processo lhe era difícil, quando se tratava de defender a verdade ameaçada pela má-fé”.

Um dia livrou uma pobre mulher da prisão, quando lhe faltava apenas o veredicto final. Conta a história que dois farsantes haviam entregue a ela uma mala com ouro e dinheiro, para que a guardasse e somente a entregasse na presença dos dois. Passados alguns dias, os ladrões levaram adiante o seu plano: o primeiro, conseguiu que a mulher lhe devolvesse a mala, e o segundo, à levou ao Tribunal, acusando-a de roubo. Compadecido, Santo Ivo foi ao Tribunal e disse: “Esta mulher sabe onde se encontra a mala e está disposta a exibí-la”. Pediram então que ela a mostrasse. Santo Ivo acrescentou, então: “Uma vez que a acusada somente pode devolver a mala na presença dos dois interessados, fica o demandante obrigado a apresentar o seu companheiro neste Tribunal…” .

Pela imparcialidade de seus juízos, Santo Ivo granjeou a estima de todos. Ele próprio buscava nos castelos o cavalo e o carneiro roubado dos pobres sob o pretexto de impostos não pagos.

Santo Ivo assumiu a causa dos humildes e dos pequeninos, defendendo-os contra a ganância e a exploração, desmascarava a mentira, defendia os inocentes, condenava os criminosos.

Morreu com apenas 50 anos de idade, em 19 de maio de 1303, atualmente seu corpo encontra-se sepultado na catedral de Tréguier.

Os cultores do direito, no exercício da difícil e delicada missão de aplicar a lei, devem ter como exemplo a vida equânime de Santo Ivo (Padroeiro dos Advogados).

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