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*Texto de Carol Castro

Biscoitinho da sorte: “o casamento permite que você irrite uma pessoa especial pelo resto da sua vida.”

Morar sozinho dá um prejuízo enorme. É conta de luz, aluguel, condomínio, internet, telefone. Em alguns casos, fica mais em conta alugar um apê de 3 quartos do que uma quitinete de 30 metros quadrados. Então ou você fica na casa do papai ou aguenta as dores (e as delícias) de dividir o teto (e a louça, a sujeira, a tevê…) com os amigos. Ou junta os chinelos com o namorado e vai viver tranquilo (oi?) num apê de um quarto só.

Só que essa escolha pode não ser tão boa assim. Segundo um artigo publicado no New York Times, quem mora junto antes de casar tem mais chances de ter um casamento infeliz e de encarar o divórcio depois. Isso porque, segundo um estudo citado no texto, eles se juntam sem pensar muito no assunto. Já passam um tempão juntos, revezando as noites na casa um do outro, então por que não se unirem logo? E qualquer coisa, se der errado, um deles (ou os dois) sai da casa. Simples.

E isso parece ser tendência. O artigo diz que a maioria das pessoas de 20 e poucos anos vão viver com o par romântico pelo menos uma vez. E, mais da metade dos noivos, já vão ter morado juntos.

O problema, diz o artigo, é que eles se enganam: sair dessa relação não é tão fácil assim. Além das contas, eles dividem os amigos, o cachorro, os segredos… Já pensou na trabalheira que dá largar isso tudo, fazer a separação de bens? Aí eles preferem ficar juntos, casar. Mas logo seseparam. (E aquela festa de 30 mil reais? Que desperdício, hein?)

Pois é. Mas ninguém garante também que sua vida conjugal vai ser linda se você namorar por 4 anos, sem dividir um teto antes, casar na igreja e ter 3 filhos. Cada caso é um caso. Melhor, então, fazer o que der vontade, não é não?

E ainda, veja 7 dicas científicas para ter um casamento feliz

Todo mundo sabe que casamento não é das coisas mais fáceis. Seja você um romântico que sempre sonhou com a vida a dois ou um bon vivant que foi, de alguma forma, empurrado para a união eterna, o cenário é o mesmo: é preciso rebolar um pouquinho para que o relacionamento dê certo. Mas, veja só: eis que a ciência aparece para ajudar nesse desafio. Está solteiro? Anote aí o que procurar no parceiro ideal e já comece a planejar suas táticas pós-aliança. Já se casou? Hum, seu caso é mais grave, mas nem tudo está perdido. Confira, então, o que você ainda pode fazer para melhorar esse laço. E seja, com sorte, feliz para sempre.

Diga sempre “nós”, nunca “eu”.
Quem usa mais pronomes como “nós” e “nosso” nas discussões com a cara metade tem brigas menos longas e desgastantes (consequentemente, vive mais tranquilo) do que os casados que abusam dos “eu”, “você”, “meu” e “seu”. Pesquisadores americanos chegaram a essa conclusão após observaram os papos de 154 casais. Especialmente entre os que estavam juntos há mais tempo, o discurso individualista era um forte sinal de que o casamento não ia nada bem.

Sendo mulher, escolha um cara rico.
Eles são pais mais presentes, o que, além de criar um clima mais “comercial de margarina” na sua casa, ainda faz bem para o cérebro dos pequenos: segundo pesquisadores do Reino Unido, os filhos de pais mais “bem de vida” tendem a ter QIs mais altos. E ah, outro detalhe interessante: os caras cheios da grana dão mais orgasmos às esposas, segundo um outro estudo britânico.

Sendo homem, escolha uma mulher mais bonita do que você.
Todo mundo fica mais feliz neste cenário. É o que mostram os resultados de um estudo da Universidade de Tenessi (EUA). Em testes feitos por lá, foi constatado que ambas as partes do casal se declaram mais satisfeitas com o relacionamento quando a esposa é mais atraente do que o marido.

Fuja das mulheres que têm pais divorciados.
O conselho é bem claro: “mulheres com pais divorciados são mais propensas a entrar no casamento com menos comprometimento e confiança no futuro da relação, aumentando o risco de divórcio”, diz um estudo da Universidade de Boston (EUA), que testou as expectativas de 265 casais que tinham acabado de selar o noivado.

Seja companheiro, mas nem tanto.
Um estudo da Universidade de Iowa (EUA) constatou que o companheirismo excessivo (como dar, com frequência, conselhos que o outro não pediu) é mais nocivo para o casamento do que ser um marido ou esposa meio “nem aí”. Segundo os pesquisadores, é claro que a gente gosta de poder contar com alguém, mas quando esse alguém começa a cuidar demais da nossa vida, o senso de individualidade vai embora e a coisa azeda.

Invista em pretendentes com boa autoestima.
Casar com alguém que não esteja lá muito feliz consigo mesmo é roubada. A dica vem lá da Universidade Estadual de Nova Iorque (EUA). Pesquisadores conduziram testes com jovens recém-casados e observaram que, quando uma das partes tem autoestima muito baixa, tende a se tornar co-dependente e falha em atender às expectativas do cônjuge. A tendência é que, nesse caso, o relacionamento comece a se deteriorar já no primeiro ano de papel passado.

E finalmente: não tenha filhos.
Em mais um estudo da Universidade de Iowa (EUA), um grupo de casais foi entrevistado antes e depois do nascimento do filho primogênito. Outro grupo, de casais que decidiram não aumentar a família, deu seus pitacos em períodos correspondentes. E a tendência foi clara: os casados e com filhos passaram por uma queda maior na satisfação conjugal do que os que não procriaram.
Fonte: SuperInteressante 

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